MC Lullu lança “Atentado Nuclear”, faixa autoral que une funk, pop e eletrônico

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Foto: Fabrício Assis.

Novo single une funk, pop experimental e discurso político ao colocar o corpo feminino como força insurgente em um ano marcado por disputas ideológicas

MC Lullu lança “Atentado Nuclear”, uma faixa 100% autoral que une funk, pop experimental e música eletrônica para tensionar prazer, política e poder. Mais do que um lançamento musical, o novo trabalho se apresenta como um manifesto sonoro em que a sensualidade explícita deixa de ser estética e passa a funcionar como linguagem de enfrentamento.

Com batidas que sustentam tensão constante e versos carregados de provocação, “Atentado Nuclear” coloca o corpo feminino no centro da narrativa. Não como objeto, mas como força ativa, indomável e insurgente. Na música, o prazer não é suavizado nem domesticado: ele invade, ocupa e implode estruturas de controle. A anarquia aqui não se limita ao choque; ela seduz, infiltra e desestabiliza hierarquias.

“Eu já escrevi essa música com a intenção de falar das minhas ideologias políticas. A gente está vivendo um ano político, e o funk vem sendo usado pela extrema direita como bode expiatório para ganhar voto, para fazer populismo. ‘Atentado Nuclear’ surge desse desejo de falar sobre esses assuntos a partir de narrativas que não são tão comuns no funk, mas que existem”, afirma MC Lullu.

O lançamento dialoga diretamente com o contexto social e político atual e reforça o funk como território legítimo de discurso crítico. Em “Atentado Nuclear”, o prazer se torna político, o tesão assume caráter insurgente e o caos passa a ser entendido como criação.

Pop experimental, funk e subversão
Cantora, compositora e produtora musical, MC Lullu atua no território do pop experimental, desenvolvendo uma sonoridade híbrida que mistura funk brasileiro, música eletrônica e referências underground. Sua obra se destaca pela coerência entre som, imagem e discurso, explorando timbres distorcidos, contrastes estéticos e narrativas visuais marcantes.

Com uma identidade artística ousada e contemporânea, a artista utiliza a música como ferramenta de subversão, transitando entre o sensual, o provocador e o conceitual. Seus trabalhos dialogam com a cultura digital e com novas formas de experimentar a música brasileira.

O reconhecimento do público veio inicialmente com as faixas “Automotivo Novinho Depressivo” e “Automotivo ASRM da Lullu”, que viralizaram no TikTok. Desde então, MC Lullu ampliou seu alcance com lançamentos como “Me Papa que é POP”, parceria com DJ Brunin Xm, além de colaborações com artistas como Deize Tigrona, MC Marcelly e DJ Chernobyl.

Alcance e consolidação
A força do trabalho de MC Lullu também se reflete nos números das plataformas digitais. A artista soma atualmente 7,5 milhões de ouvintes e 59,6 milhões de streams, com presença expressiva em playlists — são mais de 1,1 milhão de inclusões e 1,8 milhão de adições ao longo da carreira. O alcance ultrapassa fronteiras e se concentra principalmente no Brasil, seguido por Estados Unidos, México, Índia e Alemanha, evidenciando a circulação internacional de sua sonoridade.

Em 2025, os dados indicam crescimento consistente: houve aumento de 51% no número de ouvintes, além de 12% a mais em salvamentos e 14% de crescimento na base de seguidores, reforçando o momento de consolidação artística e expansão de público.

“Atentado Nuclear” chega após o lançamento do álbum “Alternativo Afeto”, trabalho em que MC Lullu ampliou suas temáticas ao unir o funk automotivo a outros gêneros musicais, incorporando também o romance, o afeto familiar e a valorização de suas raízes culturais.

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